terça-feira, 12 de abril de 2011

Depois de Vitória, Serra e Guarapari, professores de Cariacica podem parar.

Greve do magistério

Depois de Vitória, Serra e Guarapari, professores de Cariacica podem parar

Por Patrick Monteiro (redacao@eshoje.com.br).


 

Nesta quarta-feira (13) completa um mês a greve dos professores da rede municipal de ensino de Vitória. Mas, a paralisação do sistema de ensino não acontece apenas na capital capixaba. O magistério de Serra e Guarapari também aderiram ao movimento e os professores de Cariacica já ameaçam parar.
"Os professores estão em estado de greve. Nesta quarta-feira (13) temos uma assembléia no SEST/SENAT para decidir os rumos da educação no município. Queremos a implantação do piso nacional que estipula cerca de 38% de reajuste e a prefeitura nos oferece 6,9% divididos em três vezes. Provavelmente, os magistrados também parem", informou Eduardo Coelho, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes). Por meio de nota a prefeitura de Cariacica informou que está acompanhando o assunto de perto.
No município da Serra os servidores exigem reposição salarial. "Queremos a melhoria das condições de trabalho. O pagamento das perdas salariais. E o a reposição com base no índice de inflação anual. Mas, a prefeitura não negocia e nem diz quando poderá pagar. Estamos a uma semana de greve e nada foi apresentado. Estamos com 70% do sistema de ensino funcionando", informou Coelho. Uma audiência está marcada para esta quarta, às 14 horas, no CT Carapina, próximo a escola Rômulo Cartolo.
Já a prefeitura de Serra informou que reconhece as perdas salariais da categoria e que já recebeu os membros do Sindiupes para o diálogo. O prefeito Sergio Vidigal (PDT) se pronunciará em breve sobre o reajuste que será dado a todos os servidores do município, informou a assessoria do município. Segundo a assessoria, os professores do município são os mais bem pagos de todo o Estado e ganham cerca de R$ 2.037,21 por cinco horas trabalhadas e pedirá a ilegalidade da greve.
Em Guarapari a greve, que começou nesta segunda-feira (11), gera polemica fora do âmbito estudantil. "Queremos negociar com a prefeitura. Queremos discutir com as contas do município em cima da mesa para termos certeza dos valores. Se depender dos magistrados terminamos a greve amanhã, o que não queremos é que chamem a polícia para as nossas manifestações como tem ocorrido", afirmou Paulo Loureiro diretor do Sindiupes. Nesta quarta uma assembleia será realizada às 8h30.
Na capital a greve completa 30 dias sem previsão de fim. "O movimento será mantido. Temos uma assembléia na quinta-feira (15), às 8h30 no Clube Álvares Cabral. Exigimos os 9% de reajuste com base na inflação devida de 2009 e de 2010. Também tem os 49% de perdas acumulados. Entendemos que nenhuma estrutura agüentaria isso. E por isso queremos firmar um acordo com a prefeitura para um plano de pagamentos até o fim da era Coser", afirmou o diretor do sindicato.
A prefeitura de Vitória informou que concedeu  reajuste de 5% a todo quadro de servidores da administração municipal a partir do salário de maio após análise do comportamento da receita e despesa do município. Quanto a legalidade da greve informou que a Justiça já determinou o retorno dos professores e que os grevistas estão tendo o ponto cortado.
 
"Quanto à ações judiciais, a primeira liminar do Tribunal de Justiça, considerando a greve do magistério municipal ilegal e determinado o retorno ao trabalho, foi concedida em 18 de março. Esta decisão prevê multa de R$ 10 mil. A segunda liminar data de 23 de março e confirma a decisão anterior, majorando a multa para R$ 70 mil. Diante da manutenção da greve a administração resolveu cortar o ponto dos dias de paralisação dos professores a contar do início do movimento", informou por meio de nota.
 
 

Vamos lutar pela valorização da EDUCAÇÃO no Espírito Santo.

Vamos lutar pela valorização da EDUCAÇÃO no Espírito Santo.

Greve dos professores/Guarapari

Greve dos professores

Professores de Serra e Guarapari iniciam greve nesta segunda

Na Grande Vitória já são três municipios com magistério parado
Por Dalila Travaglia (dalila@eshoje.com.br).

Após quase um mês de paralisação dos professores da rede municipal de Vitória, o magistério de Serra e Guarapari também aderem ao movimento. Nesta segunda-feira (11) a categoria dos dosi municipios da Grande Vitória curzarsam os braços. O anseio dessa vez, vai muito além de problemas salariais, a classe briga por condições trabalhistas e suporte educacional.
Nesta manhã, cerca de 500 pessoas, entres elas pais e alunos, líderes comunitários e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), tomaram as ruas da Serra Sede, em frente à prefeitura, para um ato público. De acordo com os servidores, há dois anos a categoria tenta dialogar com o prefeito Sergio Vidigal (PDT), porém nenhuma negociação foi consolidada.
No dia quatro de abril, a Prefeitura apresentou um documento onde consta uma perda salarial do magistério de 6,1% (referente a 2009). Os professores exigem da PMS a reposição inflacionária de 24,5%, referente a perdas acumuladas entre julho de 1994 e março de 2011, e uma proposta de calendário para reposição dessas perdas.
"Além de manipular informações, apresentando um índice desatualizado, eles não apresentaram o calendário de pagamento dessa reposição inflacionária. O prefeito afirmou ter uma dívida, mas não deu previsão para pagamento. Colocou como condicionante o crescimento da receita do município. Tal situação ofende completamente a dignidade do magistério da Serra", acusa o secretário de Comunicação do Sindiupes, Swami Cordeiro Bérgamo.
Os professores reivindicam também atenção às necessidades estruturais e educacionais das escolas. Segundo eles é necessário reforçar o suporte educacional. "É precso investir na segurança das escolas, em equipamentos, na estrutura física, além da eficiência da emerenda. Lutamos pela educação democrática e de qualidade", ressaltou Bérgamo.
O secretário de Comunicação ainda destaca que tem consciência do problema que uma greve gera, mas entende que a atitude é necessária e um instrumento legítimo para brigar pelos direitos. A Serra, atualmente, possui cerca de 110 escolas municipais, que ficarão sem funcionamento até uma nova negociação.
Além do ato público realizado nesta manhã, um outro movimento será feito às 14h30. A classe também estará presente às 18 horas na sessão da Câmara Municipal. Nesta terça-feira (12) serão feitos os mesmos atos públicos, às 8 e às 14 horas, dessa vez em Laranjeiras. Na quarta-feira (13) uma assembleia geral será feita às 14 horas em Central Carapina.
A Prefeitura da Serra disse, por meio de nota, que não há justificativa para a greve e que pedirá à Justiça a ilegaliade do movimento. Anota ainda ressalta o salário da categoria, que é o maior do Estado. "Mais 90% dos professores da Serra recebem, por 5 horas de trabalho por dia (25 horas semanais, de segunda a sexta-feira), salário inicial de R$ 1.837,21, além do auxílio alimentação no valor de R$ 200,00, totalizando assim R$ 2.037,21.   Na Serra, os professores, a cada dois anos, têm direito a 3% de aumento no salário (progressão funcional)", informa a nota.

Guarapari. Os professores da rede municpial de Guarapari, também cruzaram os braços e paralisaram os trabalhos a partir desta segunda-feira (11).  Desde o dia cinco de abril o município está em estado de greve. Os problemas são os mesmos: reivindicam o cumprimento do piso salarial nacional e melhores condições de trabalho.
De acordo com o secretário de Comunicação do Sindiupes, Swami Cordeiro Bérgamo, o magistério do município também exige o fim das aulas de 60 minutos e a reposição das perdas inflacionárias.
Em Vitória os professores estão em greve desde o dia 14 de março. Nesta segunda tem audiência pública na Câmara Municipal para tratar da situação da Educação no município. A Justiça decretou a greve ilegal com multa diária de R$ 70 mil ao Sindiupes, mas a entidade optou pela continuidade do movimento, que considera legítimo.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Piso salarial do magisterio

Piso do magistério será reajustado em 15,85% e subirá para R$ 1.187

Quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 - 17:53
O piso salarial do magistério deve ser reajustado em 15,85%. A correção reflete a variação ocorrida no valor mínimo nacional por aluno no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2010, em relação ao valor de 2009. E eleva a remuneração mínima do professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais para R$ 1.187,00.

De acordo com o MEC, a nova remuneração está assegurada pela Constituição Federal e deve ser acatada em todo o território nacional pelas redes educacionais públicas, municipais, estaduais e particulares.

Com relação à reivindicação da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), de aplicação do reajuste em abril, o MEC observa que o aumento é determinado de acordo com a definição do custo por aluno estabelecido pela Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007 [
Lei do Fundeb], no início de cada ano.

O MEC aprova resolução da Comissão Intergovernamental para Financiamento da Educação de Qualidade, que atenua os critérios para permitir a prefeituras e a governos estaduais complementar o orçamento com verbas federais e cumprir a determinação do piso da magistratura. A comissão é integrada também pelo Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

Critérios — Os novos critérios exigidos de estados e municípios para pedido de recursos federais destinados ao cumprimento do piso salarial do magistério abrangem:
  • Aplicar 25% das receitas na manutenção e no desenvolvimento do ensino
  • Preencher o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope)
  • Cumprir o regime de gestão plena dos recursos vinculados para manutenção e desenvolvimento do ensino
  • Dispor de plano de carreira para o magistério, com lei específica
  • Demonstrar cabalmente o impacto da lei do piso nos recursos do estado ou município

Com base nessas comprovações, o MEC, que reserva aproximadamente R$ 1 bilhão do orçamento para apoiar governos e prefeituras, avaliará o esforço dessas administrações na tentativa de pagar o piso salarial dos professores.
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=16373:piso-do-magisterio-sera-reajustado-em-1585-e-subira-para-r-1187&catid=372&Itemid=86
Mas, o piso salarial nao é para a carga horaria de 40h semanais?
 Por que os profissionais da prefeitura de Guarapari reinvidicam para 25h semanais?
Vamos esclarecer e investigar algumas duvidas... rsrs

Greve na Serra e em Guarapari

Greve na Serra e em Guarapari

Alunos das redes municipais ficarão sem aulas a partir da próxima segunda-feira

05/04/2011 - 23h00 - Atualizado em 05/04/2011 - 23h00




http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/04/noticias/a_gazeta/dia_a_dia/818159-greve-na-serra-e-em-guarapari.html

 
Depois dos professores de Vitória, os das redes municipais da Serra e de Guarapari também decidiram entrar em greve. A paralisação, nos dois casos, começa na próxima segunda-feira, dia 11.

As decisões foram tomadas em assembleia, ambas realizadas durante a tarde de ontem. Na Serra, o movimento - por tempo indeterminado - deve afetar as atividades em escolas e creches. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sindiupes), o magistério do município decidiu pela greve para reivindicar o pagamento das perdas salariais e denunciar a precariedade das escolas da rede.

Na segunda, dia 11, a categoria participa de um protesto. A concentração será na praça da antiga prefeitura, em Serra-Sede. No dia seguinte, haverá manifestação em Laranjeiras, a partir das 8h.

Por nota, a Prefeitura da Serra informou que a greve não se justifica, pois os professores da rede municipal têm o maior salário de todos os municípios capixabas. A administração acrescenta que esses professores, a cada dois anos, têm direito a 3% de aumento no salário (progressão funcional). O prefeito Sérgio Vidigal prometeu apresentar proposta de reajuste até o dia 15.

Litoral Sul

Em Guarapari, os cerca de 2 mil professores que compõem a rede reivindicam, principalmente, a implantação do piso salarial nacional, que é de R$ 1.597,00 para 25 horas de trabalho por semana.

Segundo eles, a prefeitura paga R$ 957,00 pelo mesmo período. Os profissionais pedem também melhorias das condições das escolas, a contratação de mais professores e o fim das aulas de 60 minutos, com o retorno para as de 50 minutos.

A Prefeitura de Guarapari informou que, se houver paralisação, o município deverá entrar com pedido de ilegalidade da greve, porque - segundo a administração - não houve diálogo com o Poder Executivo. "Segundo a secretária de Educação, Jacinta Meriguete, a deliberação de greve por parte dos professores é precipitada", diz a nota. (Com informações de Rosana Figueiredo e Katilaine Chagas)

Em Vitória

24 dias parados

É a duração da greve dos professores de Vitória, já considerada ilegal pela Justiça. Hoje, eles fazem assembleia às 14h30, no Clube Álvares Cabral.

Kit "Anti- Homofobia"- Será que essa é a melhor maneira de se educar contra o preconceito?

O Ministério da Educação distribuirá este ano seis mil kits educativos “anti-homofobia” para escolas de ensino médio da rede pública. Os materiais, que fazem parte de um convênio firmado entre o MEC (Ministério da Educação), com recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), e a ONG Ecos (Comunicação em Sexualidade), para combater o preconceito em instituições de ensino, tem gerado embates com setores mais conservadores.
A polêmica gira em torno de um conjunto de vídeos que farão parte dos kits distribuídos em escolas que participam do programa “Mais Educação”, do governo federal. O programa visa trazer atividades extracurriculares em diversas áreas, dentre elas a sexualidade.
Em um destes vídeos é contada a história de uma jovem transexual e seus principais dilemas durante a convivência com os demais alunos. Na Câmara dos Deputados, parlamentares que compõe a bancada dos evangélicos alegam que este tipo vídeo seria uma apologia ao homossexualismo e denunciam a faixa etária para a qual o kit será distribuído.


Será que essa é a melhor maneira de se educar contra o preconceito? Será esta a melhor maneira de abordar o tema, que é complexo, com os alunos? Pensemos neste e em outros pontos sobre a questao...

sábado, 2 de abril de 2011

Prova ABC vai criar índice para ciclo de alfabetização

Prova ABC vai criar índice para ciclo de alfabetização

Sexta-feira, 01 de Abril de 2011
Desde 28 de março, o programa Todos Pela Educação aplica a Prova Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização (Prova ABC). O processo de aplicação, em parceria da organização não governamental Todos pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), deve ocorrer em até 45 dias. A divulgação dos resultados, nacionais e por região, está prevista para a segunda quinzena de junho.
Diferente da Provinha Brasil, aplicada a alunos no segundo ano de escolarização para diagnosticar a aprendizagem e intervir durante o ano letivo, a Prova ABC pretende criar um indicador para identificar o nível de alfabetização dessas mesmas crianças ao fim do ciclo. Seis mil alunos de 262 turmas de escolas municipais, estaduais e particulares das 27 unidades da federação farão a prova, que será aplicada por um examinador designado pelo programa — na Provinha Brasil, os próprios professores aplicam a prova. As escolas foram selecionadas por sorteio, respeitada a distribuição de crianças matriculadas em cada rede de ensino.
Foram preparados 20 cadernos de prova diferentes — dez com 20 questões de matemática e dez com 20 questões de literatura —, compostos a partir de rotação de itens. Todas as provas contam com redação. Cada estudante fará uma das versões da prova, com questões de literatura ou de matemática, e a redação.
A secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, vê com bons olhos o indicador não governamental. “O índice pode servir para sabermos se as políticas públicas para os três primeiros anos do ensino fundamental — Provinha Brasil, literatura infantil, Pró-Letramento, que forma os professores — têm dado resultado”, afirmou.
Dentro das políticas para educação infantil, Maria do Pilar ressalta que toda criança deve saber ler, escrever e interpretar texto ao fim do terceiro ano da educação básica.


Sera que todas as crianças que fizerem esta prova estarão realmente ALFABETIZADAS? Pensemos nesta questão...